• Artigos
 
19/02/2010 - 13:12
Pandora não é aqui

No filme de ficção científica, Avatar, uma empresa explora minério em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três gigantes gasosos fictícios orbitando Alpha Centauri, a 4,4 anos-luz da Terra. Os humanos têm o objetivo de explorar em Pandora as reservas de um precioso minério chamado Unobtainium. O chefe da operação mineradora emprega ex-soldados e ex-fuzileiros como mercenários. Pandora é habitado por uma espécie de humanóides chamada Na'vi, que vivem em harmonia com a natureza e são considerados primitivos pelos humanos que não têm uma convivência pacífica com os Na'vi por não entenderem sua cultura de venerar a natureza.
Pandora não é aqui, e não estamos indo em direção contrária ao progresso. Mas, em outubro de 2008, o movimento ambientalista Greenpeace encontrou contaminação radioativa em amostras de água usada para consumo humano, coletadas na área de influência direta da mineração de urânio no município de Caetité, no sertão baiano.
Por outro lado, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, anunciou a intenção do governo brasileiro de construir 50 usinas nucleares nos próximos 50 anos. A declaração sobre as 50 novas usinas nucleares aconteceu na mesma semana em que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou um relatório apontando que o Brasil e outros países da América Latina e do Caribe poderiam reduzir em 10% seu consumo de energia até 2018 se adotassem medidas de eficiência energética como sistemas de iluminação ou equipamentos energeticamente eficientes.
“O ministro teve um delírio nuclear e esqueceu de avisar aos demais setores da sociedade brasileira", afirma Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia do Greenpeace, lembrando que tanto a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) quanto o mercado foram pegos de surpresa com a notícia. A EPE, empresa estatal, já declarou que as dezenas de usinas anunciadas pelo ministro não estão sendo estudadas nem planejadas. O mercado foi mais duro com a proposta de Lobão. O anúncio foi qualificado com adjetivos como "inviável" e "estapafúrdio", segundo relatou a imprensa.
Governo e Greenpeace estão sendo radicais nas suas colocações, mas não podemos nos esquecer dos males que estamos sofrendo por termos nos distanciado da natureza, não termos a humildade de aprender com os índios a “ler” os seus sinais de alerta. Sou ambientalista por convicção, mas, nem por isso, sou contra o progresso. Apenas espero das partes envolvidas bom senso e cuidado no trato com a Natureza, pois ela reage, e, às vezes, de forma violenta, às agressões que sofre.
Espero que o governo federal, ao contrário da ministra Dilma Rousseff, não entenda que “o meio ambiente atrapalha o progresso” e não ponha mercenário para combater os nativos do sertão baiano, que vivem em harmonia com a natureza e muito nos podem ensinar sobre o convívio com ela, e dela tirar o que há de melhor, sem agredi-la.
Como disse. Pandora não é aqui!

 
A Bahia de Todos Nós
Uma vitória histórica
Justiça social
Assim se faz uma festa
Combate a violência
Mudança
Pandora não é aqui
Mais uma vez a (in) segurança na Bahia
Brasileiro pagou mais de um trilhão de impostos em 2009
Violência na Bahia
Cadê a revitalização do Velho Chico?
PEC dos vereadores moraliza
Moeda de troca
Cadê a segurança da Bahia?
“BR-324, uma armadilha fatal”
As reformas que o Brasil precisa
A falência da saúde
Reforma Política Já
Unasul: força e união na América do Sul
A Emenda 29, a oposição e os propósitos do Governo
Barack Obama e a nova ordem mundial
MP 443 — O mercado livre tem de ser preservado
Invisíveis da Bahia — Quando o Estado falha
Invisíveis da Bahia: quando o Estado falha
Rio São Francisco: revitalização em vez de transposição
Impostos menores para as bebidas frias
A CSLL tem de diminuir sua base de cálculo
Casa popular é um bem social
O Governo tem de ouvir os produtores
Feira de Santana gera empregos
Bahia: Liberdade do Brasil
O meio ambiente nas mãos dos municípios
A vitória da insensatez
Você pode fazer a diferença
Os interesses do Brasil, o DEM e a política do Governo
Chega de impostos e ineficiência
Deficientes visuais X Bancos
O Caos da segurança na Bahia
A (In)segurança na Bahia
Medida Provisória lembra decreto-lei da ditadura militar
10 anos sem Luís Eduardo Magalhães
Medida Provisória lembra decreto-lei da ditadura militar
07 de abril. Dia Nacional do Jornalista
A agricultura vai bem; o agricultor vai mal
Dia Mundial da Água
A Páscoa e o Meio Ambiente
Insensatez
Bebida alcoólica, emprego, rodovias e o governo
Chico Pinto: luta política e coragem
Governo também tem culpa sobre a questão da carne bovina
Legislativo livre e soberano
Chico Pinto: luta política e coragem
Neste novo ano Ouse sonhar
Lula, CPMF e a MP das Armas
Rio São Francisco: o bispo Cappio quer diálogo
Fonte Nova: deszelo e irresponsabilidade
Meu desejo de Natal
Venezuela: sangue novo no Mercosul
Funasa tem de ser duramente fiscalizada
Por uma Defensoria Pública independente e livre para atuar
O SUS e a Emenda 29
Em defesa da minha cidade
SOS Mata Atlântica: Reflorestar é redimir a natureza
18 de outubro, Dia do Médico
Respeito é bom e os mais velhos gostam
Por uma política ambiental independente
O bloqueio injustificado
O Ibama que não aprendeu a cuidar dos animais
Mais recursos para as Santas Casas de Misericórdia
DEM aposta em 2008 para reverter declínio
Reforma Política: Reafirmação da Democracia e do Estado de Direito
Porque Feria de Santana precisa de uma Universidade Federal?
A luta por uma Delegacia da Polícia Federal em Feira de Santana
Feira de Santana caminha para se tornar uma metrópole moderna e humanizada
Fernando de Fabinho apóia protesto contra a caça às baleias
Fernando de Fabinho participa de Seminário e reafirma posição contrária a transposição do “Velho Chico”
Congresso e Governo precisam abrir espaço para a questão ambiental
Fabinho conclama deputados a se unirem na luta por uma Delegacia da Polícia Federal em Feira de Santana
 
 
Copyright © 2007 Fernando de Fabinho. Todos os direitos reservados Desenvolvido por Tacitus Tecnologia